O novo disco de musicas de amor surgiu na estante. Antigas musicas. Todas repedidas muitas vezes, a mesma jura, o mesmo som. Inacreditável é ver que só agora fora possível entender a letra. Como medir o incalculável pretérito do pretérito e se chegar em um futuro mais-que-perfeito? Parece até que já sabíamos como acabaria. Anos correram e o que esperávamos era ouvir aquela música. Esquecermos de todos os maldizeres. Permanecer apenas com a promessa implícita seladas com palavras perdidas que nem lembro mais. E como ecoam as notas delas, valseando pelo ar. Enfim entraram em harmonia. Andares, olhares são mais do que rimas no dito meio verso. Foi-se o silêncio. Veio o que mais esperavam. Tudo isso porque eles ouviram neste exato momento...O novo disco de musicas de amor que surgiu na estante. Antigas musicas (...)
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Roteiro de Escárnio
Parece mentira, mas o verbo foi-se goelas adentro. A pequena dose de veneno fora insuficiente para me alimentar, prover da fome de sua ausência. Gosto do funebre preto carvão. Não existe azul, rosa ou amarelo.
Mantive dois reféns com as mãos para o alto. Desabou-se muitos santos, rezas. Nada trouxe a chuva. Como queria acreditar numa mentira qualquer. Há diferença entre mentira e fantasia. Fantasia é a pura visão do ideal de uma realidade não acontecida. Já a mentira não, traiçoeira segue lenta, boca suja. Face negra da falta de verdade.
Distância sempre houve. A vontade mesmo era de bater na sua porta e entrar sem convite. Amor acontece mesmo, quebremos um pouco a etiqueta pomposa. "Sua boca anda oca, minha língua anda à míngua". Não, esquece. Já não penso nisso mais. Pelo menos assim acho que consigo.
Mantive dois reféns com as mãos para o alto. Desabou-se muitos santos, rezas. Nada trouxe a chuva. Como queria acreditar numa mentira qualquer. Há diferença entre mentira e fantasia. Fantasia é a pura visão do ideal de uma realidade não acontecida. Já a mentira não, traiçoeira segue lenta, boca suja. Face negra da falta de verdade.
Distância sempre houve. A vontade mesmo era de bater na sua porta e entrar sem convite. Amor acontece mesmo, quebremos um pouco a etiqueta pomposa. "Sua boca anda oca, minha língua anda à míngua". Não, esquece. Já não penso nisso mais. Pelo menos assim acho que consigo.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Seu mesmo diálogo

Cabeça vazia de pensamentos desprendidos de uma única definição que nem sei definir. A voz não fraqueja em dizer a si mesmo onde foi que os passos perderam-se dos pés cansados. Já são poucos os rastros deixados no chão sujo.
- Não vistes que há um desvio em seu rumo?
- Não penso em seguir.
-Teve-o nas mãos e de longe nada poderás fazer. Pois não dizes o que senti e não senti o que dizes, talvez a vaidade da mais bela das vaidades, aquela constante de calar-si.
-Teve-o nas mãos e de longe nada poderás fazer. Pois não dizes o que senti e não senti o que dizes, talvez a vaidade da mais bela das vaidades, aquela constante de calar-si.
-Boca absurda! Insiste em cuspir palavras que seguem a seco a loucura que não foi. Contente-se em ir até onde pode ser ouvida.
-E por que vós tendes de cultivar a poeira dos pés? Apareces diante dos olhos e o que fazes é consentir em abafar-me?
-Cale-se. Tu és apenas uma voz.
-E tu apenas um corpo fechado sem própria vontade no vácuo de seus desejos. Surdos do grito de dor e do riso de prazer. Presos aos pés indagados na interrogativa duvidosa e perdida de uma quase certeza.
Muitas foram às palavras de acuse. Os princípios das respostas ditas, silenciadas e proclamadas. Conversaram por horas, andando lado a lado na mesma calçada. Curioso foi ver o efeito que causavam diante aqueles que os cruzavam, certamente, conservou-se o mudo e o falante. Ambos sabiam que tinham razão, o que não entendiam é porque discordavam.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Sujeito Oculto
Não existe saída nesta rua de mão única. Que fosse pelo menos uma interrogativa ao fim da frase não entendida. Fazer jus da citação mal formulada. Não foi indagado. Foi apenas uma letra minúscula de uma palavra que nem próxima do ponto final esteve, ou da vírgula que mostrasse que ganhou uma pausa curta antes de continuar.
O sentido implícito do objeto direto: existia uma flor. Na verdade o complemento do verbo não foi claro. Oculto o verdadeiro sentido. Certo, manteremos a transparência. Sujeito simples. Ele ama. Difícil de interpretar. Seria um problema de caligrafia? O silêncio ensurdece o cego de coração e mudo de palavras impalpáveis. Um paradoxo pouco controverso.
Procure um substantivo que acuse este desprovido solitário. Não qualquer um. Sejamos corretos. Um substantivo abstrato que nomeie um sentimento que dependente de outro. Seria estranho se plagiássemos Narciso. Então não caberia um substantivo concreto, que vem a ser próprio. Ele se apaixonou por seu reflexo. Não houve outro.
Na classificação de pronomes que identifique o sujeito, a pluralidade se faz singular. Teu possessivo jeito de não aceitar o demonstrativo, esta flor. A morfologia de um mais um pronome indefinido, vagamente a tal senhoria. Isso nos leva a um relativo comum, do qual há ausência de relativo comum.
O sentido implícito do objeto direto: existia uma flor. Na verdade o complemento do verbo não foi claro. Oculto o verdadeiro sentido. Certo, manteremos a transparência. Sujeito simples. Ele ama. Difícil de interpretar. Seria um problema de caligrafia? O silêncio ensurdece o cego de coração e mudo de palavras impalpáveis. Um paradoxo pouco controverso.
Procure um substantivo que acuse este desprovido solitário. Não qualquer um. Sejamos corretos. Um substantivo abstrato que nomeie um sentimento que dependente de outro. Seria estranho se plagiássemos Narciso. Então não caberia um substantivo concreto, que vem a ser próprio. Ele se apaixonou por seu reflexo. Não houve outro.
Na classificação de pronomes que identifique o sujeito, a pluralidade se faz singular. Teu possessivo jeito de não aceitar o demonstrativo, esta flor. A morfologia de um mais um pronome indefinido, vagamente a tal senhoria. Isso nos leva a um relativo comum, do qual há ausência de relativo comum.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Equívocos
Acontecem pelas palavras ambíguas. Aquelas que protestam, mas acompanham o seu inimigo mortal. Ditas de maneira rápida e que seguem lentamente a cada ouvido impreciso. Ou ainda, se propõe a clarear uma discussão de ideias e reage como combustível altamente inflamável.
Estampam a mais pura e inocente beleza de coisas esdrúxula. Feias e mais horrores. Escondem-se e colocam em evidências as convergências e deficiências alheias dos olhos estrábicos.
São geralmente, esquizofrênicas e serenas de plenitude mística de um mesmo coletivo em andamento. Preocupam-se em parecer humildes, mas carrega a grande sombra da empáfia de tudo isso e pouco mais. Ainda, soma valores, subtrai valores. Multiplica e divide-se em muitas faces confusas de um só enredo.
Tudo isso nos faz concluir que: o maior vilão não é aquele que se alto intitula por suas malvadezas profundas. Destrói e desconstrói uma realidade afim de seus desejos, apagam estrelas, queimam poemas e matam a esperança.
Nem o protagonista poliano que bilha em vitalidade e prolifera a bondade para as pessoas, aos veados que brincam no bosque e as borboletas que sobrevoam as flores perfumadas no campo a luz sol amarelo.
Contudo, culpemos os imparciais que aparecem inicialmente como figurantes, mas são os verdadeiros personagens antológicos. Não se assumem como antas, dizem sim e movimentam com a cabeça o não. Assim caracterizando o grande equívoco de sua própria existência. Protesto!
Estampam a mais pura e inocente beleza de coisas esdrúxula. Feias e mais horrores. Escondem-se e colocam em evidências as convergências e deficiências alheias dos olhos estrábicos.
São geralmente, esquizofrênicas e serenas de plenitude mística de um mesmo coletivo em andamento. Preocupam-se em parecer humildes, mas carrega a grande sombra da empáfia de tudo isso e pouco mais. Ainda, soma valores, subtrai valores. Multiplica e divide-se em muitas faces confusas de um só enredo.
Tudo isso nos faz concluir que: o maior vilão não é aquele que se alto intitula por suas malvadezas profundas. Destrói e desconstrói uma realidade afim de seus desejos, apagam estrelas, queimam poemas e matam a esperança.
Nem o protagonista poliano que bilha em vitalidade e prolifera a bondade para as pessoas, aos veados que brincam no bosque e as borboletas que sobrevoam as flores perfumadas no campo a luz sol amarelo.
Contudo, culpemos os imparciais que aparecem inicialmente como figurantes, mas são os verdadeiros personagens antológicos. Não se assumem como antas, dizem sim e movimentam com a cabeça o não. Assim caracterizando o grande equívoco de sua própria existência. Protesto!
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