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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

In-confissões




São exatamente 02h42min de sábado. Segundo os meteorologistas do jornal, aproxima-se uma frente fria ainda nessa madrugada. Estivesse a conferir esse frio se não fosse a insônia, minha oportuna companheira. Conversei comigo mesmo sobre o decorrer do dia. Na verdade, as coisas que imaginei durante o dia. Pensamentos inacabados, pretensões, confissões que nunca fiz.

Tudo isso se deu, em primeiro instante, no ônibus. Estava com fones de ouvido, e assim como um surto, lembrei de coisas que nunca disse, e carrego comigo como souvenirs. Seria notório lembrar o que as impediu de serem ditas. Medo de inconveniência? Timidez? Não sei explicar ainda.

Agora são 02h51min, olhei meu twitter, passei por páginas do orkut. A tv está a passar uma comédia horrorosa de policiais. Talvez depois de ter escrito o parágrafo acima, busquei uma resposta que combinasse com a hesitação antiga.

Logo, correu-me um sutil incomodo por guardar posições que, se antes tivessem sido apontadas, tudo seria diferente, ou a mesma coisa sem o pesar dessa até então, inconsciente bagagem.

Uma vez me disseram (fazendo referência a uma especial amiga de sempre), que todos têm um não gratuitamente, e admirável é ser o que se é sem fugir de nada que pareça não ter solução. Não o fiz, mas acho que entendi hoje o que quis dizer.

Obrigado pelo conselho e pela foto!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Diálogo Dois

Uma mulher bem vestida se aproxima e pergunta a outra mulher no ponto de ônibus:

-Bom dia moça, tudo bem?
-Poço ser sincera?
-Sim!
-Tirando a ultima frente fria que cobriu o sol e afastou o calor excessivo dando lugar a chuva fina, porém, chuva capaz de causar hoje dia primeiro dia útil do mês de Março, um dos maiores congestionamentos do ano, para ser mais exata, o segundo. Ainda desconsiderando que este descontrole ambiental deve-se ao consumo acelerado de seus bens, o que por outro lado pode ser visto como a deficiência do conviver em sociedade, e que ainda assim, muitas pessoas insistem em manter insinuando status, poder no mundo social. Tenho eu uma crença que pode até ser uma visão romântica da humanidade, mas que na realidade não tem nada de realidade afinal é embasada na história grega de Pandora, e que posteriormente virou um ditado popular, cuja a esperança é a ultima que morre, acredito que isso um dia mude.


-Nossa! Eu só queria saber que horas são...creio eu estar atrasada!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Equívocos

Acontecem pelas palavras ambíguas. Aquelas que protestam, mas acompanham o seu inimigo mortal. Ditas de maneira rápida e que seguem lentamente a cada ouvido impreciso. Ou ainda, se propõe a clarear uma discussão de ideias e reage como combustível altamente inflamável.

Estampam a mais pura e inocente beleza de coisas esdrúxula. Feias e mais horrores. Escondem-se e colocam em evidências as convergências e deficiências alheias dos olhos estrábicos.

São geralmente, esquizofrênicas e serenas de plenitude mística de um mesmo coletivo em andamento. Preocupam-se em parecer humildes, mas carrega a grande sombra da empáfia de tudo isso e pouco mais. Ainda, soma valores, subtrai valores. Multiplica e divide-se em muitas faces confusas de um só enredo.

Tudo isso nos faz concluir que: o maior vilão não é aquele que se alto intitula por suas malvadezas profundas. Destrói e desconstrói uma realidade afim de seus desejos, apagam estrelas, queimam poemas e matam a esperança.

Nem o protagonista poliano que bilha em vitalidade e prolifera a bondade para as pessoas, aos veados que brincam no bosque e as borboletas que sobrevoam as flores perfumadas no campo a luz sol amarelo.

Contudo, culpemos os imparciais que aparecem inicialmente como figurantes, mas são os verdadeiros personagens antológicos. Não se assumem como antas, dizem sim e movimentam com a cabeça o não. Assim caracterizando o grande equívoco de sua própria existência. Protesto!