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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Fuga nº 02



É assim que vão embora? Como as cores daquela roupa que desbotaram, as chaves que se perderam pelas ruas à fora, as poesias que não rimam. De repente! Como cartas sem remetente guardadas na gaveta, ideias despretensiosas e passageiras, como o correr de um único minuto, breve e que o longínquo passado rouba-o pra si. Talvez, como o despertar de um dia especial marcado no calendário, ainda, como o retrato tirado neste mesmo dia. Como um orgasmo marcante e casual, como os outros pecados perfeitos que se escondem na carne. Um simples déjà vu entre dois estranhos que se encontram pela primeira vez e são tomados pela sensação de já se conhecerem a tempos.

É assim que sentimentos mudam e acabam? Flores murcham, noites padecem. De repente! A liberdade que segue com os trilhos da estação. Chuvas cessam e dias nascem. Como um suspiro aliviado ou como um ofegante susto! Como a tragédia que você sempre chora mesmo depois de ter visto muitas vezes. Como o meio fio que se perde no subliminar detalhe, como um quase certo ou meio errado, certeza e contradição.
Neste momento, é assim que tudo se define, se ocupa e vai brevemente... Adeus!


http://palavravulsa.tumblr.com/post/1186162523/eu-sei-que-quando-anoitece-nos-teus-sonhos-tambem

terça-feira, 9 de março de 2010

Palavra conjugada

Poderia enviar-lhes flores,
escrever-te inúmeras cartas
de juras minhas
promessas de mentiras,
coisas que eu não sou.
Poderia dar-te meu nome
atestado em papéis,
testemunhas oculares
Inventar-lhe histórias para te fazer rir
Ouvir cantar sua música preferida,
e que também será minha preferida.
Poderia falar-te todos os dias de meu amor
Falar-te o que não consigo falar,
o que falta e precisa falar
e assim desejar que meu amor fosse efêmero
para apaixonar-me toda a vez por ti
Consumir desespero,
meu desespero único e particular em pensar não ter,
amor.