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quarta-feira, 27 de abril de 2011

abs(ter?)-se!






Nada fez de tudo que fiz
Fizestes de mim,
Demasiadamente obsoleto,
Esquecido, vazio, indiferente.
Fizestes de meu amor,
Vicio, abstinência, engano
De meu tormento, proclamação:

-Oh, lamento belo e completo!



MAQUINARIA

sábado, 2 de abril de 2011

Comum

O que esperar das pessoas? Do amor?


Gosto do controverso, aquele que é e deixa de ser, avesso. Delicadamente robusto. Complicadamente versátil, sem deixar de ser volúvel. Unanime de vontades, meios e fins. Aquele que não sabe aonde ir, mas vai... Que procura o que já tem.


Espero estar parado aqui, exatamente como faço agora, quando me achar... Assim como imaginei, quis e esperei!


MAQUINARIA


domingo, 12 de dezembro de 2010

Namoro virtual



Sei que andas violentando meus escritos no blog, que pensa em comentar meu novo status com relacionamento indefinido. Meus contatos já passam de 1.051 e meu novo álbum de fotos está restrito somente a amigos. Tudo isso ainda importa a você, não é?

Achei que nos bastasse tantas e tantas horas madrugada adentro no menssenger, fazendo planos de encontros, dividindo opiniões, trocando emoticons, mas você preferiu mesmo aquele outro perfil, garboso, com todas aquelas fontes diferentes, o texto erudito em francês, parecia ser mais autêntico!

Quanto brigávamos, você fazia questão de iniciar uma chamada de vídeo na web, olhar no fundo dos meus olhos e discutir a relação. Eu orgulhosamente hesitava, louco querendo te responder, mas motivado pelo charme da indiferença, permanecia off-line. O_o

O que mais me incomoda, é que nem se preocupou em me avisar com um singelo scrap. Fiquei a me perguntar se havia eu demorado em responder algum de seus e-mails, ou se não gostou de algo no meu profile, ou ainda, se minhas comunidades não atraiam mais... E os depoimentos, quantos enviei a você? Perdi até a conta! ¬_¬

De nada valeram aqueles testes de compatibilidade de perfis. Apontavam o seu como meu perfil gêmeo, o profundo significado de todos nossos caracteres, a essência dos nossos html´s, afinal compartilhávamos dos mesmos chats, sem falar dos sites de compras onlines, eram todas idênticas. Um verdadeiro infame. =(

Não entendo por que ainda insiste em visualizar minha página. Descobriu que aquele perfil lá é um fake? Que as fotos são todas editadas no photoshop? Bem vindo à vida real.

Minha sorte de hoje diz que para que exista o novo, devo desfazer do antigo, contudo, deixarei de ouvir as músicas que fiz dowload e que você tanto gosta, começarei vida nova, não preciso nem dizer que tá deletado...


^__^

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

decifra-me


Ela que diferente de tantas outras, em frente ao espelho, batom vermelho, o salto alto e as curvas à mostra. Nua. Nua de amor.Tudo que conhecia era o prazer, corpo. Só.

Tantos viram seus olhos estreitos, tantos lhe escreveram poemas. Os que dançaram tango até as 03h 41 min da manhã. Os que lhe pagaram drinques e juraram amor eterno. A esses que nem o nome sabia. Carlos, João, Antônio...Não se importava com números. A cada um fazia-se única, era mais que casualidade. Havia estado em varios mundos, porém ninguém decifrava o seu.


rapta-me
me adapte-me
me capta-me
it´s up to me
coração
ser querer ser
merecer ser
um camaleão
rapta-me camaleoa
adapte-me ao seu
ne me quitte pas...

Caetano

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Cinema Paradiso


Protagonista de seu amor
Eu não sei dizer se era magia ou lealdade
Se você estivesse em minha alma só por um dia
Você saberia o que eu sou
O que me fez apaixonar.

Naquele momento em que estive junto a você,
O que tento dizer é que,
É só amor...

Josh Groban

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Despedida

Era tão parvo seu semblante inquieto, a ele que se deixou encantar ao frívolo sentir, vinha-lhe o pesar de sentir. Não era amor próprio. Fossem todas as piadas que ouviu ela dizer, as músicas que concordavam, fossem todas as vezes até tarde sem motivo algum. Andava pelas tantas esquinas desordenadas, tortas que só o lúdico tem aos olhos. E tudo que fez, mentiras necessárias, a repugnância a verdade triste que agora já não era mais. Despediu-se desses sentimentos velhos, não compartilhados, talvez só com outros de si. Foram cantando baixo, querendo ser diferente, tentando deixar de ser.

Amor não chora
Eu volto um dia
O rei velho e cansado
já morria

Perdido em seu reinado
sem Maria
Quando eu me despedia
no meu canto eu lhe dizia:

-Já vou, já vou....mas não conduzia.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Dês




Diz ao olhar que o segue rumo sem fim, passos rápidos sumindo ao longe. Suas cores desbotaram. A desarmonia da conotação dês. Desfigurado, persiste em apreciar o descaminho destemido que tomou.


Ainda sobre vocábulos dês, designa que por vontade própria não foi, ou se foi, foi sozinho. Desamor. Devia o destino desenhar simetricamente o óbvio, assim como desamarrar os sapatos. Pouparíamos o descompasso desordenado de pernas desaceleradas.


De fato, o homem segue com sua mala. Deselegantemente, sem preocupar-se com o seu desafeto a outro, ao menos uma desavença que condiz que em algum momento, mesmo discordando do desacerto de um desconhecido, importou-se.


O outro desejou que fosse descartável. Como fora desembarcar num porto destruído? Sentia-se desvalorizado, embora os deslumbrados apaixonados dissessem pelas bocas, a desventura destorcida de um que ficou desassossegado, como a água que correu sem ter onde desaguar.


Em último, tentou descontinuar a espera. Não queria desatinar novamente. Sem palavras, desprender-se da história que depois de muito, desacreditou. E sem mais, procurar a desculpa, tirar a culpa de si e seguir. Era o que lhe cabia.

sábado, 31 de outubro de 2009

Cartão Postal

De noite, senta-se e escreve num postal tudo. Apoiado pelos cotovelos pensa em achar aquilo que lhe foi perdido, havia tomado distância grande do pequeno mal que carregava. Distância, de si mesmo. Enganou-se. A imperfeição do que lhe parecia perfeito alojou-se em seus órgãos. Rins, fígado e coração.


Amor sem fim, cruel aquele que o tem. Tão puro e doce se o ver de fora. Indigesto em meio à ânsia de um sonho inútil. Disperso sem precisão. Não era a hora! Começou sozinho aquilo que devia ser feito a dois. Egoísta incompreendido.


Não havia como se defender. Fugir para longe é comprimir o que se tem diante da face e guardar no bolso. Bastasse o que já tinha. Aos seus olhos, tudo era preto e branco. Surpresa foi ver ao longe o cinza.


Estúpido sentimento. Complexo aos seus ouvidos. Pesado para levar nas mãos. E que o fez voltar em si e muitas vezes contradizer-se. Correr desconjuntado sem trajeto. Nada saía de seus punhos. Já não podia escrever. Selou, enviando sem destinatário a lugar algum.

O desejo o consumia ao poucos. Lentamente como um veneno fatal a circular pelas veias. O ritmo da respiração embala o canto sereno da morte. Seria mais um cadáver estirado contra parede, na confusão de seus próprios sentidos. Fazia frio. Morreu de amor.